Ela olhava e sorria.
Corpos colados, carne, paixão.
Acima disso. Amor.
Seu olhar, explodindo alegria, levou-lhe as alturas.
Parecia um filme.
Camêra lenta, sorrisos compassados, aquele sorriso.
Jamais esquecerá o que aconteceu naquela tarde.
O amor se concretizou. 2 anos de vida. De uma só vida.
Eram um só. Corpo. Alma.
Eram versos. Meia luz.
Os corpos dançavam. Idas e vindas.
Um segundo.
Riam.
Sorriam.
Em um abraço apertado.
Eu te amo.
Um momento que eu nunca mais vou esquecer.
DahPassos
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Promoção fiasco da Editora Panini.
No final do ano passado resolvi participar de uma promoção iCarly que escolhia os melhores blogs e os p"Aos responsáveis pela promoção iCarly da Editora Panini,remiava com Notebook, filmadora e dvd da serie. Fui a premiada com uma filmadora.
Mais até eu receber o prêmio foram quase 5 meses de espera e de enrolação.
"Aos responsaveis pela promoção iCarly realizada pela Editora Panini,
Venho por meio deste e-mail, reclamar a falta de respeito e de palavra que recebi de todos os envolvidos na promoção iCarly.
Fui à segunda colocada na promoção e fui contemplada com uma câmera FILMADORA, que no regulamento não especificava nem marca nem modelo. Entraram em contato comigo meses depois para que eu confirmasse meus dados. Cerca de 4 meses depois, recebi uma ligação informando que o meu prêmio havia sido entregue a outro contemplado (no caso, o terceiro lugar) que deveria ter recebido uma câmera digital, e nesta mesma ligação me pediram desculpas pelo “erro”, que ele logo seria corrigido e que eu receberia uma câmera FILMADORA SONY e que ela seria enviada o mais rápido possível. Tudo foi feito por telefone, impossibilitando que eu tenha “provas” sobre o que me foi dito.
O mais rápido possível foi mais 1 mês de espera.
Recebi um e-mail pedindo novamente confirmação de dado e que o prêmio seria enviado via SEDEX 10. Isso via e-mail.
Acabo de receber meu “prêmio”, que foi mais uma decepção do que qualquer outra coisa, que não veio via sedex 10 e ainda chegou totalmente desprotegido,
Após todos esses meses de espera, hoje dia 21 de junho (o primeiro contato realizado pela editora Panini foi em janeiro desde mesmo ano) recebi uma câmera filmadora SAMSUNG, o modelo mais inferior do mercado.
Mesmo depois de tudo isso, a editora Panini não cumpriu seus prazos e ainda foi totalmente irresponsável com o prêmio enviado, construído uma imagem totalmente negativa para mim e para todos que acompanharam comigo essa “saga”.
Espero que as próximas promoções realizadas pela empresa sejam feitas com mais responsabilidade.
Agradeço aos retornos imediatos de e-mails, a única coisa que foi realizado com profissionalismo.
Não falarei o nome das pessoas que entraram em contato comigo, pois não quero prejudica-las, mais não poderia deixar de fazer o meu papel de “cliente”, que nunca mais serei.
E a editora Panini, muito obrigada pelo “prêmio”.
Daísa Passos"
Mais até eu receber o prêmio foram quase 5 meses de espera e de enrolação.
"Aos responsaveis pela promoção iCarly realizada pela Editora Panini,
Venho por meio deste e-mail, reclamar a falta de respeito e de palavra que recebi de todos os envolvidos na promoção iCarly.
Fui à segunda colocada na promoção e fui contemplada com uma câmera FILMADORA, que no regulamento não especificava nem marca nem modelo. Entraram em contato comigo meses depois para que eu confirmasse meus dados. Cerca de 4 meses depois, recebi uma ligação informando que o meu prêmio havia sido entregue a outro contemplado (no caso, o terceiro lugar) que deveria ter recebido uma câmera digital, e nesta mesma ligação me pediram desculpas pelo “erro”, que ele logo seria corrigido e que eu receberia uma câmera FILMADORA SONY e que ela seria enviada o mais rápido possível. Tudo foi feito por telefone, impossibilitando que eu tenha “provas” sobre o que me foi dito.
O mais rápido possível foi mais 1 mês de espera.
Recebi um e-mail pedindo novamente confirmação de dado e que o prêmio seria enviado via SEDEX 10. Isso via e-mail.
Acabo de receber meu “prêmio”, que foi mais uma decepção do que qualquer outra coisa, que não veio via sedex 10 e ainda chegou totalmente desprotegido,
Após todos esses meses de espera, hoje dia 21 de junho (o primeiro contato realizado pela editora Panini foi em janeiro desde mesmo ano) recebi uma câmera filmadora SAMSUNG, o modelo mais inferior do mercado.
Mesmo depois de tudo isso, a editora Panini não cumpriu seus prazos e ainda foi totalmente irresponsável com o prêmio enviado, construído uma imagem totalmente negativa para mim e para todos que acompanharam comigo essa “saga”.
Espero que as próximas promoções realizadas pela empresa sejam feitas com mais responsabilidade.
Agradeço aos retornos imediatos de e-mails, a única coisa que foi realizado com profissionalismo.
Não falarei o nome das pessoas que entraram em contato comigo, pois não quero prejudica-las, mais não poderia deixar de fazer o meu papel de “cliente”, que nunca mais serei.
E a editora Panini, muito obrigada pelo “prêmio”.
Daísa Passos"
domingo, 22 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
.Singelo amor.

Fechando os olhos para a luz intensa que vinha da janela, entre as cortinas semi-abertas, o frio de um quarto quase vazio, quase escuro e quase perfeito. Só não era totalmente por causa do tempo. Ele acabaria. E ali, ficaria vazio mais uma vez. Só não era quase vazio por causa do amor. O amor enchia aquele quarto, aquele tempo, era iluminado, radiante, gigante. Abria janelas, portas, tinha força, cheiro, se enrolava nos lençóis, se prendia na cama, se movia devagar, respirava forte, eram dois corpos, dois corações, um sonho, um desejo.
Tinha sorrisos claros, refletidos, repetidos, uma sincronia, uma sinfonia. Vozes sussuravam docementece ecoavam pelo quarto. A luz azul que iluminava nossa pele, construia nossos versos, transformando-nos em um poema de rimas repetidas. Singelo amor contruído. 390 dias de olhares, de magia, de...de...
Muitas palavras, muitos atos. As cortinas se fecham. O telefone toca. Voltemos a realidade.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
.Desabafo.
Sabe quando a conversa parece forçada, os abraços frios e você sente a necessidade de "consertar" as coisas? Mas a cada palavra dita quebra-se o gelo, cada sorriso arruma a "casa" e tudo vai voltando ao normal... às vezes uma cumplicidade única é contruída com aquela pessoa que você sonha todas as noites, deseja todas as horas e pensa em todos os minuto, que até as conversas mais difíceis acabam se tornando uma forma de declaração oculta, que emociona e que faz o coração bater mais forte. Por mais dificíl que seja falar sobre ciúmes, crises e medos... angustias, erros e preocupações, aquela conversa apreensiva, torna-se um poema não declarado, um EU TE AMO entre olhos brilhando de medo e vontade de gritar que é "impossível viver sem você".
Há cada dia eu aprendo com os meus erros, com os meus medos, com as minhas lágrimas e com você. Com seu jeito de conduzir a conversa calmamente, por mais aflita que ela seja. Nenhuma música, poema, verso, prosa ou poesia. Nenhum livro de auto-ajuda, romance ou novela poderiam explicar, nem mesmo um filme bem Piegas poderia descrever, o que é olhar nos seus olhos e sentir a mais pura verdade, o mais puro sentimento, saindo em cada palavra. Nem a vontade que você tem de sempre querer ser o melhor, mesmo que já seja "PERFEITO". O PERFEITO exite e eu o descobri em você.
O infinito é está logo ali. Deitado no meu ombro e sorrindo pra mim.
Eu te amo,
Tua D.P.
Há cada dia eu aprendo com os meus erros, com os meus medos, com as minhas lágrimas e com você. Com seu jeito de conduzir a conversa calmamente, por mais aflita que ela seja. Nenhuma música, poema, verso, prosa ou poesia. Nenhum livro de auto-ajuda, romance ou novela poderiam explicar, nem mesmo um filme bem Piegas poderia descrever, o que é olhar nos seus olhos e sentir a mais pura verdade, o mais puro sentimento, saindo em cada palavra. Nem a vontade que você tem de sempre querer ser o melhor, mesmo que já seja "PERFEITO". O PERFEITO exite e eu o descobri em você.
O infinito é está logo ali. Deitado no meu ombro e sorrindo pra mim.
Eu te amo,
Tua D.P.
domingo, 17 de outubro de 2010
Controle
Queria pode ter o controle de tudo. Dá quantidade de lágrimas caindo até a intensidade que o meu coração bate. Do sonho ao dormir até a velocidade que o dia passa. Do som na festa até as palavras soltas. Queria ter o controle da minha vida. Adiantar as dores, os medos e os anseios até o tempo em que eles não existissem mais. Repetir teus sorrisos, tuas cartas, teus abraços e tuas ligações no meio da tarde. Continuar nossa história e voltar quantas vezes eu quizesse, para ela nunca chegar ao fim. O fim. Tenho medo dele. Tenho medo de pronunciá-lo e até de escrevê-lo. Quem o inventou não conhecia o amor. Ah o amor! Um dia você vai perceber que tem ele na sua vida, da forma mais esplêndida e verás que nunca tiveste medo da morte, pois a dor de perder um amor é pior que qualquer outra dor. Viverás. Sim, viverás. Mas há cada noite terás lembranças, sentirás o cheiro, o perfume e não terá mais nada igual em sua vida.
Cuido do meu. Erro, e em cada erro choro como se fosse um passo distante da palavra impronunciável nestas frases. Em cada falha me condeno ao medo de perdeste que nem minhas mãos te alcançariam mais... Mais os medos se calarão se eu não puder mais te fazer feliz. Controle disso, quem tem? Te encheria de felicidade que só o meu pobre coração sabe te dar. Te cobriria de amor até que os mais nobre dos Deus invejaria. Se eu pudesse ter o controle de tudo, nunca te deixarias chorar, pois cada lágrima que escorre em seu rosto se tranforma em uma adaga que fere a minha pele. Ferida essa que nunca mais poderá curar.
Te peço perdão. Te beijo e te dou o controle de tudo, pois em cada olhar sincero, em cada beijo discreto, nem Cronos poderá mudar o nosso tempo.
Cuido do meu. Erro, e em cada erro choro como se fosse um passo distante da palavra impronunciável nestas frases. Em cada falha me condeno ao medo de perdeste que nem minhas mãos te alcançariam mais... Mais os medos se calarão se eu não puder mais te fazer feliz. Controle disso, quem tem? Te encheria de felicidade que só o meu pobre coração sabe te dar. Te cobriria de amor até que os mais nobre dos Deus invejaria. Se eu pudesse ter o controle de tudo, nunca te deixarias chorar, pois cada lágrima que escorre em seu rosto se tranforma em uma adaga que fere a minha pele. Ferida essa que nunca mais poderá curar.
Te peço perdão. Te beijo e te dou o controle de tudo, pois em cada olhar sincero, em cada beijo discreto, nem Cronos poderá mudar o nosso tempo.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
"É Círio vó, é círio..."
Dona Mariazinha já colocou a santa com a manta nova no altar. Mariazinha para os íntimos, mais no papel, Maria de Nazaré. A fé passada de geração em geração, deu nome de santos aos filhos. Seu José saiu cedo, comprou fogos. Dona Socorro correu na feira e voltou com a sacola cheia. É maniva para a maniçoba que vai estar na mesa bem cedinho para o almoço. Luciana e Pedro passaram a semana ensaiando, colocaram o chapéu de fita e pegaram os instrumentos, hoje é dia de arraial do pavulagem e vai homenagear quem o menino Plácido conheceu a pouco tempo. Dona Marlucia, professora de história, perguntou a turma: "Vocês sabem quem é Nossa Senhora de Nazaré?", várias crianças da classe levantaram a mão, apenas Plácido ficou com o braço abaixado, ali, calado, sem nenhum sinal de que saberia ou tentaria arriscar quem era. Mais a professora de anos de profissão, sabia que ali, havia apenas um pequeno menino humilde e envergonhado. Marlucia chamou Plácido e disse: “Oh menino, por que você não levantou a mão? Não sabe de quem eu estou falando?", Plácido levantou-se e disse: " eu sei sim 'fessora', mais acho que não é do mesmo jeito que meu amigos, não sei se a história é verdadeira, não sei se 'tá' certo”. Dona Marlucia sorriu, pediu para o menino ficar perto de sua mesa e conta o que sabia aos seus amigos, ele abriu um envergonhado sorriso e começou a contar a sua história.
"Nazica, é assim que meu pai chamava ela. Todos anos ele comprava um bebê, feito daquele material de vela sabe? Na verdade, nos últimos anos o bebê cresceu, tá assim, do meu tamanho. Meu pai conta que conheceu Nazica com a minha vó, minha vó com a mãe dela e assim por diante. Todos anos ela e minha mãe compravam maniva, pato e eu via a mesa cheia de coisas em casa e todo mundo falando da Nazica. Eu nunca vi ela, e sempre que perguntava sobre ela a alguém a pessoa começava a falar, falar e aí começava a chorar. Eu não sabia direito por que de tudo aquilo. Sempre achei que Nazica tinha morrido ou tinha sido uma grande amiga de todo mundo que foi embora e que ninguém mais viu, por que todo mundo sempre chorava quando falava nela. Todos anos meus tios e primos falam da Nazica, saiam e voltavam suados e cansados, mais felizes, aí pensei que Nazica deveria morar longe então. Cheguei um dia e puxei minha avó na sala, ela tava com uma roupinha pequena na mão e abriu a porta para minha mãe que estava com um saco cheio de uma coisa verde que todo mundo aqui em casa adora e disse que queria saber quem era a Nazica, ela simplesmente não me explicou nada, disse apenas para eu esperar. Me fez acordar cedo em pleno domingo e eu fui com ela pelas ruas do centro. Não tinha como andar, era muita gente. Gente de todas cores, de olhos puxados, gente preta, gente branca, gente índio. Tinha gente que falava estranho e todos choravam e cantavam. Fiquei meio assustado, ao mesmo tempo que todo mundo chorava, eles também sorriam. Todo mundo nas portas, olhando as pessoas passarem, todo mundo com as mesmas camisas e com fitinhas. Não demorou muito para eu ter a minha. Papai chegou, todo mundo chama ele de Zé, ele trazia fogos, foi um barulhão só, meus irmãos também chegaram, ele disse que nesse ano ele não ia comprar os bonecos de vela, que eu ia nas costas e me contou: “Filho quem achou Nazica foi alguém que tinha o mesmo nome que você”. Eu fiquei sem entender nada e perguntei pro meu pai quem era Nazica, ele só me apontou e disse: “É isso tudo filho” e aí eu entendi, vi ela pequeninha passando, cheia de flores, mais não era só aquilo, era tudo aquilo. Era cada lágrima, era ca
da criança de asas, eram aquelas casas nas cabeças das pessoas, era aqueles homens cansados puxando uma corda, era os papéis picados caindo lá do ceú, era todo mundo junto na rua cantando, era o meu pai comprando fogos, era meus irmãos tocando nas ruas, era minha avó com a roupa pequenininha, era minha mãe fazendo comida para meus tios e primos que vinham de longe pra ficar com a gente nesse dia, era tudo aquilo que eu tava vendo lá embaixo enquanto eu estava no ombro do meu pai. Nazica não é alguém, não é uma pessoa, não sei explicar. Nazica é algo que acontece com as pessoas, aqui dentro. Nossa Senhora de Nazaré é esse o nome dela e eu só entendi quando eu senti também. Virei para minha avó e vi ela chorando, eu chorei também e gritei nos ombros do meu pai: “ É CÍRIO VÓ... É CÍRIO”
Seja qual for sua crença ou seu credo, apenas sinta a magia que está pela cidade...
Um bom Círio a cada um de vocês...
"Nazica, é assim que meu pai chamava ela. Todos anos ele comprava um bebê, feito daquele material de vela sabe? Na verdade, nos últimos anos o bebê cresceu, tá assim, do meu tamanho. Meu pai conta que conheceu Nazica com a minha vó, minha vó com a mãe dela e assim por diante. Todos anos ela e minha mãe compravam maniva, pato e eu via a mesa cheia de coisas em casa e todo mundo falando da Nazica. Eu nunca vi ela, e sempre que perguntava sobre ela a alguém a pessoa começava a falar, falar e aí começava a chorar. Eu não sabia direito por que de tudo aquilo. Sempre achei que Nazica tinha morrido ou tinha sido uma grande amiga de todo mundo que foi embora e que ninguém mais viu, por que todo mundo sempre chorava quando falava nela. Todos anos meus tios e primos falam da Nazica, saiam e voltavam suados e cansados, mais felizes, aí pensei que Nazica deveria morar longe então. Cheguei um dia e puxei minha avó na sala, ela tava com uma roupinha pequena na mão e abriu a porta para minha mãe que estava com um saco cheio de uma coisa verde que todo mundo aqui em casa adora e disse que queria saber quem era a Nazica, ela simplesmente não me explicou nada, disse apenas para eu esperar. Me fez acordar cedo em pleno domingo e eu fui com ela pelas ruas do centro. Não tinha como andar, era muita gente. Gente de todas cores, de olhos puxados, gente preta, gente branca, gente índio. Tinha gente que falava estranho e todos choravam e cantavam. Fiquei meio assustado, ao mesmo tempo que todo mundo chorava, eles também sorriam. Todo mundo nas portas, olhando as pessoas passarem, todo mundo com as mesmas camisas e com fitinhas. Não demorou muito para eu ter a minha. Papai chegou, todo mundo chama ele de Zé, ele trazia fogos, foi um barulhão só, meus irmãos também chegaram, ele disse que nesse ano ele não ia comprar os bonecos de vela, que eu ia nas costas e me contou: “Filho quem achou Nazica foi alguém que tinha o mesmo nome que você”. Eu fiquei sem entender nada e perguntei pro meu pai quem era Nazica, ele só me apontou e disse: “É isso tudo filho” e aí eu entendi, vi ela pequeninha passando, cheia de flores, mais não era só aquilo, era tudo aquilo. Era cada lágrima, era ca
da criança de asas, eram aquelas casas nas cabeças das pessoas, era aqueles homens cansados puxando uma corda, era os papéis picados caindo lá do ceú, era todo mundo junto na rua cantando, era o meu pai comprando fogos, era meus irmãos tocando nas ruas, era minha avó com a roupa pequenininha, era minha mãe fazendo comida para meus tios e primos que vinham de longe pra ficar com a gente nesse dia, era tudo aquilo que eu tava vendo lá embaixo enquanto eu estava no ombro do meu pai. Nazica não é alguém, não é uma pessoa, não sei explicar. Nazica é algo que acontece com as pessoas, aqui dentro. Nossa Senhora de Nazaré é esse o nome dela e eu só entendi quando eu senti também. Virei para minha avó e vi ela chorando, eu chorei também e gritei nos ombros do meu pai: “ É CÍRIO VÓ... É CÍRIO”Seja qual for sua crença ou seu credo, apenas sinta a magia que está pela cidade...
Um bom Círio a cada um de vocês...
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