
Mais uma noite desaba sobre o mar e as estrelas já se disponhe no céu escuro de uma noite fria. E eu necessito de você pra me aquecer. Meu violão insiste em soltar acordes tristes, de uma música qualquer. Cazuza invade meu quarto escuro, devagar. A pequena luz que ilumina meu rosto vem de suas palavras na tela de um velho computador. Peco em ciúme e isso invade meu peito. Tenho medo. Passado que invadi o meu presente e me faz criança insegura sobre seu sorriso timido de quem sabe o que quer. Prendo-me nele. Guia-me em mim. Não sei mais se ainda estou aqui. Meus pensamentos pairam por lugares do qual nossos corações se fazem reféns. Desenho planos, e neles sua face se faz presente em todos os momentos. Rendo-me. A cada palavra e cada mão no rosto de vergonha. Sou um passaro rumo ao horizonte. E você é o sol no final desse caminho. Destruí meus medos em suas verdades. Me tornei fragil e boba. Amada e amando. Me dei em sentimentos puros e eles me conduzem até o infinito. Bato na sua porta, te ligo às 5 da manhã, e apenas digo o que sei: " te amo".
Ao som de "Codinome Beija-flor" - Cazuza






