Te prenderia na minha vida, nas minhas palavras.
Uma caixinha pequena dentro do meu bolso.

E ali estaria você.
Sinto falta, sinto você sair.
Dói a inexistência da minha presença do seu lado.
Te prender é um pecado que meu coração sente bem ao fazer.
Mais o mal dessa prisão pode me consumir, e se me consome, consome tudo.
Às vezes não sei o que dizer, e se digo, digo o que nem sempre falaria.
Penso, penso, e sem tempo, faço ou digo.
Queria poder fugir.
Fugir feito fumaça entre as frestas das portas, entre o calor de um abraço.
Não fujo, mais o tempo foge, e me deixa aqui.
Me deixou como você, sem mais palavras.
A noite cai, as horas passam, e se alimentam das minhas lágrimas ainda quentes.
Eu deixo tudo, e as horas não deixam.
Essa talvez seja a minha dor.
Crio asas, e da minha imaginação faço morada.
Ela me cuida, ela me embala.
Voou longe só para me esconder.
Um segundo, um minuto, e tudo sempre fica bem.
No final, tudo fica bem.



